terça-feira, 26 de maio de 2009

Dia da Escola Secundária de Seia.................... Bispo da Guarda veio à Escola

Exmo e Reverendíssimo
Senhor D. Manuel Felício
É com muita alegria e esperança que o recebemos na Escola Secundária de Seia.
Sabemos o muito esforço que fez para que a sua preenchida agenda permitisse que hoje, dia em que comemoramos o dia da escola, esteja connosco.
Os 230 alunos matriculados em Educação Moral e Religiosa Católica, pais e
Encarregados de educação, os professores e toda a comunidade educativa agradecem do fundo do coração que tenha vindo estar connosco, sentindo as nossas alegrias e dificuldades, sonhos e expectativas.
A sua presença e palavra enchem-nos de um novo alento na busca de um projecto de vida realizador, no qual a felicidade e a solidariedade são valores essenciais
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Muito obrigado, Senhor Bispo da Guarda

terça-feira, 28 de abril de 2009

Rota dos Castelos - 10º ano

Rota dos castelos, dia 21de Abril de 2009, 5o alunos matriculados do 10ºano, fizeram a primeira paragem em Celorico da Beira, passando por Trancoso, Figueira Castelo Rodrigo, onde almoçaram na Preparatória de Figueira Castelo Rodrigo. Logo após, passaram por Castelo Rodrigo e tiveram o privilégio de uma subida à Serra da Marofa e muitos foram mesmo ao topo do marco geodésico, a cerca de mil metros de altitude.Terminaram este grande dia no Castelo de Almeida. Se a previsão metereológica se concretizasse seria um verdadeiro dia de tempestade....porém ,foi um dia em grande, em que até o S.Pedro se aliou a este admirável grupo. Obrigado S.Pedro e parabéns a todos os matriculados pela coragem em enfrentar os contratempos do clima e do final do ano escolar. Pelo sonho é que vamos...e chegaremos longe.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Apadrinhamento de crianças através da Cáritas

É com muita alegria que mais uma vez e de forma muito generosa que a Escola Secundária de Seia volta a dizer presente neste projecto da Cáritas da Guarda de apoio à acção dos Missionários de Gouveia, apadrinhando nove crianças de Murrupula - Moçambique, num apoio económico de 900€.
A todos os padrinhos - professores, alunos, pais e pessoal não docente, um profundo agradecimento em nome de todas as crianças necessitadas do nosso mundo, representadas nestas nove crianças Moçambicanas.
Parabéns à vossa generosidade. Quem empresta aos pobres, dá a Deus...e Deus não deixa nada sem recompensa.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Em 2009, de novo em Santiago de Compostela


Nos dias 26 e 27 de Março de 2009, um grupo de 61 alunos de Educação Moral e Religiosa Católica, da Escola Secundária de Seia, dando cumprimento ao plano de actividades para 2008/2009, deslocou-se a Santiago de Compostela - Espanha.
A primeira paragem foi para fazer o cruzeiro das seis pontes que fazem o elo de ligação entre o Porto e Vila Nova de Gaia. Saímos do cais do Porto e começamos a observar a Ribeira, a Ponte D. Luís, o Mosteiro da Serra do Pilar, a Ponte do Infante, a Ponte Dª Maria Pia, a Ponte de S: João e a Ponte do Freixo. Chegando à ponte de S. João voltamos novamente para trás podendo admirar assim a deslumbrante cidade do Porto, Património Mundial. Depois de termos passado a Ponte D. Luís, navegamos mais um pouco em direcção ao mar para ver a ponte da Arrábida. Daqui não podemos deixar de nos maravilhar com a linda terra dos pescadores, a Afurada. Podemos desde logo lançar um olhar sereno sobre a barra e deparamo-nos com uma incalculável beleza do rio e mar que se misturam e entrelaçam como algo que faz parte de uma só vida. Todos sentiam que estavam a percorrer um caminho inesquecível e a admirarem uma paisagem deslumbrante, calma e incomparável que deixa saudades e vontade de voltar um dia.
Retemperados com o almoço partilhado no Parque Municipal do Porto, partimos para Viana do Castelo, rumo ao santuário de Santa Luzia, que levou quarenta anos a construir, onde o convívio, o contacto com este espaço sagrado, a troca de farnel e a foto da praxe foram o prato forte.
Do Zimbório desfrutámos o amplo horizonte e repousando o olhar pelo oceano, relembramos, de Fernando Pessoa “ O Mar português” e deixamos ecoar a mensagem de um jornalista do “National Geographic Magazine”: “Santa Luzia tem um dos mais belos panoramas do mundo”.
O templo – monumento do Sagrado Coração de Jesus, é testemunho eloquente da crença do humano, conjugando manifestações artísticas que vão desde a arquitectura à escultura, passando pela pintura e ourivesaria, até aos vitrais.
Em Santiago, o ponto central da nossa visita foi a Catedral, a mais importante obra do romântico espanhol, com planta de cruz latina e três naves. A sua construção foi iniciada no século XI, sendo concluída em 1211. A fachada é do século XVIII e é do estilo barroco. Junto ao pórtico da glória ecoou em nós a frase de um pensador espanhol quando visitou este espaço: “ Aqui está a Bíblia esculpida na pedra e a pedra fala por si.”
Junto à estátua do arquitecto realizámos o gesto mais significativo para os estudantes compostelanos: bater com a cabeça nesta estátua pedindo: memória, inteligência e vontade…virtudes inquestionáveis para todos os estudantes.
Para lá da Catedral e do contacto na fé com o apóstolo Tiago a quem entregámos os nossos pedidos e desejos profundos, o grupo pôde ainda contactar com as pessoas, ruas, praças e tradições desta agradável cidade bem como inúmeros outros monumentos e universidades aí existentes que a tornaram património mundial.
Este ano voltou a ser possível visitar a enriquecida exposição “Galicia Dixital”, na qual gratuitamente pudemos viver à volta da simulação e realidade virtual, apoiados por sistemas de projecção, iluminação, efeitos e sons, tudo em três dimensões.
Por tudo isto podemos concluir que esta visita de estudo nos enriqueceu e nos deixou ainda mais sensíveis aos valores humanos, tecnológicos, artísticos e cristãos.

XII Encontro de alunos de EMRC - Guarda


No passado dia 25 de Março, encontraram-se, na Guarda, oito centenas de alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (E.M.R.C.), em representação das cerca de cinquenta escolas do 2º e 3ºciclos e do Ensino Secundário da diocese da Guarda, para viverem um dia de reflexão e de convívio, subordinado ao tema: “E.M.R.C.: dá cor à vida”.
Da parte da manhã, após concentração junto à tenda do Parque Polis na Guarda, onde os alunos, acompanhados dos respectivos professores de E.M.R.C. foram acorrendo, oriundos de todos os cantos da diocese, viveu-se um momento de reflexão orientado pelos alunos do 10ºB da secundária de Seia, levando os presentes a olhar as desigualdades do mundo actual e a encontrar no mundo de hoje soluções para os problemas que a todos afligem. Recorreram a sugestões de Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Al Gore, Dalai Lama, Ghandi e João Paulo II. Foi prestigiante termos a presença do Senhor Bispo, D. Manuel Felício.
O encontro decorreu na alegria e no entusiasmo próprio dos jovens, ecoando no fundo do coração de todos as palavras do Pastor Diocesano sobre o seu amor para com os jovens e a grande responsabilidade que neles recai para a resolução dos graves problemas que afectam o ser humano do mundo global.
Durante a tarde, os jovens participaram numa grande variedade de actividades lúdico – desportivas promovidas pelo Departamento do Ensino Religioso.
Como grande conclusão deste dia, ficou bem vincada a presença entusiasta de muitas centenas de jovens que ainda fazem da E.M.R.C uma opção para a sua vida e que, como tal, requerem, por parte da Igreja e, concretamente, por parte do professor em cada Escola e do Departamento Diocesano do Ensino da Igreja nas Escolas, uma atenção crescente e constante.

quarta-feira, 18 de março de 2009

EMRC da Secundária no site nacional da disciplina


EMRC em Seia: Solidariedade em acção
Em mês de Semana da Disciplina de EMRC fomos até Seia (pela via digital) para conhecer uma Escola Secundária onde a presença da Disciplina é significativa e se traduz em acções solidárias.
No passado dia 13 de Janeiro, 97 alunos inscritos em Educação Moral e Religiosa Católica, efectuaram uma visita de estudo a Fátima. Uma vez lá fizeram a entrega de 2000€ ao Centro de João Paulo II, um Centro que acolhe crianças, jovens e adultos portadores de deficiências graves e profundas, quer sejam mentais ou motoras, e que não têm qualquer apoio familiar ou institucional. A presença dos alunos e a entrega do dinheiro foram o culminar de uma campanha de solidariedade promovida pelos docentes de EMRC daquela Escola.
Em declarações ao http://www.emrcdigital.com/ o professor António José Ferreira aproveitou para agradecer o empenhamento de todos, desde alunos a professores passando também pelo Conselho executivo da Escola.
A Escola Secundária de Seia: lugar de Solidariedade
Há 11 anos na escola António José Ferreira alegra-se pelo trabalho desenvolvido não obstante as muitas dificuldades que sempre surgem no ensino e em particular na disciplina de EMRC. Quando aqui chegou a Escola tinha cerca de 1500 alunos e apenas 80 matriculados em EMRC. Hoje a Escola conta com 700 alunos tendo 244 matriculados na disciplina de EMRC.Todos os anos a disciplina de EMRC desenvolve uma campanha de solidariedade que, de forma rotativa procura alertar os alunos para a ajuda ao outro e fazê-los crescer de forma a serem adultos e cidadãos responsáveis e empenhados na sociedade. Há dois anos a escola apadrinhou 12 crianças de Murrupula no valor total de 1200.00€, num ténue símbolo de solidariedade para com esse oceano de apelos. No ano seguinte foram enviados mais 900.00€ para o apadrinhamento de 9 crianças. Este ano visitámos o Centro de João Paulo II em Fátima. Para o ano será a vez da Casa do Gaiato de Miranda do Corvo e no ano seguinte as Aldeias SOS, Casa de Saúde Bento Menni e CERCIG - Guarda. Para o docente de EMRC de tudo o que fazemos ecoa em nós a sensação de termos feito apenas o que era nosso dever num mundo que tanto precisa de gestos solidários.
Visitas de Estudo: Oportunidade de abrir Horizontes
Todos os anos na Escola a disciplina de EMRC realiza uma visita de estudo para cada ano. Neste ano o 10º realiza a rota dos castelos desde Celorico da Beira a Almeida, o 11º ano vai a Santiago de Compostela e o 12º ano vai a Ávila e Toledo. A disciplina participa ainda no InterEscolas da Diocese, na actividade da Cáritas da Guarda com o apadrinhamento de Crianças, 10 crianças mil euros, em alguns anos realizam-se conferências com propostas de voluntariado através da Cáritas ou dos missionários combonianos e organismos locais.
Blog da Disciplina: uma forma de inovar
http://emrcseia.blogspot.com é o endereço electrónico da disciplina de EMRC. Com esta ferramenta o docente António José Ferreira acredita que se torna mais fácil derrubar as barreiras da escola a abrir a mesma à comunidade.
Aproveito esta grande oportunidade para agradecer aos alunos, professores e encarregados de educação por nos permitirem esta gratificante oportunidade de sermos uma referência à escala nacional. Um obrigado de profundo agradecimento e gratidão.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Pensamentos e reflexões de Teresa de Ávila

"Pequeno é aquele que odeia os grandes; grande é aquele que ama os pequenos."

"Uma prova de que Deus está connosco não é o facto de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda."

"Rezar mentalmente não é mais do que estar em termos amistosos com Deus e conversar fluentemente com Ele, em segredo."

"Ter coragem em tudo que acontece na vida - Tudo reside nisto."

"Para alcançar algo bom é muito útil ter errado e assim adquirir experiência."

"Seja gentil a tudo e duro consigo mesmo."

"Há mais lágrimas derramadas sobre orações respondidas que de orações sem resposta." "Os sentimentos lembram que Deus está nesta viagem também."

"Não teme nem desanima quem se convence que é mantido pelo poder divino podendo ter a certeza que Deus a auxiliará em todas as suas necessidades. Quem ama Deus nada lhe falta."

"Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares."

"Sendo superior, nunca repreendas ninguém com ira, mas só depois que ela passar. Assim, a repreensão será mais proveitosa."

"Para cair tinha muitos amigos que me ajudassem, para me levantar encontrava-me tão só que agora me espanto de como não ficava sempre caída e louvo a misericórdia de Deus, a única que me dava a mão."

"A verdade sofre, mas não perece."

Alunos do 12º ano de EMRC em Toledo - Espanha



Nos dias 26 e 27 de Fevereiro de 2009, um grupo de 44 alunos de EMRC, de diferentes turmas do 12º ano, deslocaram-se em visita de estudo a Ávila, Toledo e Salamanca.
A saída estava marcada para as 8.30, junto à Escola Secundária de Seia e a primeira paragem aconteceu em Alba de Tormes para visita ao Convento, à vida e à mensagem de Santa Teresa de Àvila.
Nasceu na
província de Ávila, Espanha, numa família da baixa nobreza. Aos sete anos, gostava muito de ler histórias dos santos. Seu irmão Rodrigo tinha quase a sua idade, por isto costumavam brincar juntos. As duas crianças viviam pensando na eternidade, admiravam a coragem dos santos na conquista da glória eterna. Achavam que os mártires tinham alcançado a glória muito facilmente e decidiram partir para o país dos mouros com a esperança de morrer pela fé. Assim sendo, fugiram de casa, pedindo a Deus que lhes permitisse dar a vida por Cristo. Teresa amava a solidão. A mãe de Teresa faleceu quando esta tinha catorze anos: "Quando me dei conta da perda que sofrera, comecei a entristecer-me. Então dirigi- me a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei com muitas lágrimas que me tomasse como sua filha". Quando completou quinze anos, o pai levou-a a estudar no Convento das Agostinianas de Ávila, para onde iam as jovens de sua classe social. Um ano e meio mais tarde, Teresa adoeceu e seu pai a levou para casa. A jovem começou a pensar seriamente na vida religiosa. A jovem comunica ao pai que desejava tornar-se religiosa, mas este pediu-lhe para esperar que ele morresse para ingressar no convento. Seu pai, ao vê-la tão decidida, deixou de opor-se à sua vocação. Teresa começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, recuperou a saúde e retornou ao Carmelo. Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com frequência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois factos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensanguentado na agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensanguentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no oratório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade. Coloca em prática o plano de fundar um convento reformado. Eis que chega de Roma a autorização para se criar a nova casa religiosa, o que ocorreu no dia de São Bartolomeu, em 1562. A fundação não era bem vista em Ávila, porque as pessoas desconfiavam das novidades e temiam que um convento sem recursos se transformasse em um peso para a cidade. Santa Teresa não perdeu a paz em meio às perseguições e prosseguiu colocando a obra nas mãos de Deus. Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias. Teresa é uma das personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja ". Foi canonizada em 1662. No dia 27 de Setembro de 1970, o papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja. Santa Teresa de Ávila é unanimemente considerada um dos maiores génios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. Sua festa é comemorada no dia 15 de Outubro.
Logo após fomos visitar Ávila e após o almoço partilhado partimos para Toledo. Cervantes descreveu Toledo como a "glória da Espanha". A parte antiga da cidade está situada no topo de uma montanha, cercada em três lados por uma curva no rio Tejo, e tem muitos sítios históricos, incluindo o Alcázar e a Catedral (a igreja primaz da Espanha).
Toledo era famosa por sua tolerância religiosa e possuía grandes comunidades de judeus e muçulmanos, até que eles foram expulsos da Espanha em 1492; por isto a cidade tem importantes monumentos religiosos, como a sinagoga de Santa Maria la Blanca e a mesquita de Cristo de la Luz.
No século XIII Toledo era um importante centro cultural. A catedral é notável por sua incorporação de luz e nada é mais notável que as imagens por trás do altar, bastante altas, com figuras fantásticas em estuque, pinturas, peças em bronze e múltiplas tonalidades de mármore, uma obra-prima medieval. A cidade foi local de residência de El Greco no final de sua vida, e é tema de muitas de suas pinturas, incluindo O Enterro do Conde de Orgaz, exibido na Igreja de Santo Tomé.
Ao inicio da tarde do dia 27 partimos para Salamanca , é uma das cidades espanholas mais ricas em monumentos da Idade Média, do Renascimento e das épocas clássica e barroca. Destacam-se as Catedrais, o Palácio de La Salina, o Palácio de Anaya, o Palácio de Monterrey, a Casa das Conchas, e a Torre do Clavero. A actual vida quotidiana de Salamanca centra-se na sua famosa e prestigiada Universidade, na alegria cosmopolita e poliglota dos seus visitantes e na Plaza Mayor. Esta praça, edificada entre 1729 e 1755, é o centro e o símbolo universal da cidade.
Salamanca foi escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2002, sendo o seu centro histórico Património da Humanidade desde 1988.
Ao final do dia regressámos a Seia com a convicção de virmos mais ricos e fortalecidos na vontade de concretizar novos projectos e de sermos cada vez mais dignos e merecedoresde tão valioso património.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"Não faz mal ser diferente"

No dia 13 de Janeiro do presente ano de 2009, nós, 97 alunos inscritos em Educação Moral e Religiosa Católica, partimos rumo ao Centro de João Paulo II, na esperança de aprender a ver a vida com outros olhos e voltar com um coração mais “cheio”.
Saímos por volta das 8h30m da manhã e partimos rumo a Fátima, ao Centro de João Paulo II, onde tivemos uma breve conversa com funcionárias da instituição e entregámos 2000€, fruto de um trabalho solidário de muitos alunos, docentes e funcionários e as respectivas famílias e comunidades.
Seguidamente um grupo permaneceu na instituição e outro ausentou-se rumo ao Museu da Vida de Cristo.
O grupo a que eu pertencia permaneceu no Centro de João Paulo II, centro este que acolhe crianças, jovens e adultos portadores de deficiências graves e profundas, quer sejam mentais ou motoras, e que não têm qualquer apoio familiar ou institucional.
Neste centro visitámos várias das “residências” em que se encontra dividido e fomos capazes de conhecer pessoas bem diferentes de nós, mas nem por isso inferiores. As dificuldades que vimos nessas pessoas e a felicidade e amizade com que, apesar de tudo, levam a vida e vivem com aqueles que os rodeiam são fantásticas.
Muitos tinham vidas fantásticas e de um momento para o outro perderam capacidades que consideramos essenciais. Mas ao olharmos para eles vemos que, mesmo com as restrições que a vida lhes apresentou, mostram um sorriso e um olhar brilhante.
Depois de muitas emoções, ensinamentos e algumas lágrimas à mistura, despedimo-nos e dirigimo-nos para os arredores do santuário de Fátima e dispersámo-nos pelos restaurantes da zona, onde pudemos desfrutar do almoço.
Já de barriguinha cheia e prontos para voltar à acção, trocámos de local visitado com o outro grupo e fomos para o Museu da Vida de Cristo.
Pudemos aí observar um belo trabalho em cera e que relata a Vida de Cristo, com personagens quase reais e locais muito bem retratados.
Acabadas as visitas dos dois grupos, começámos a viagem com destino a casa. No nosso coração vinha muito mais alegria e espírito de solidariedade. Percebemos que há coisas bem mais importantes do que bens materiais, como o amor, a amizade, o afecto, a saúde, o carinho, a solidariedade (etc), e aprendemos a dar-lhes valor; a perceber que aquilo que temos é melhor do que tudo e que ter saúde para viver em plenas condições e uma família e amigos que realmente se preocupam connosco e nos amam é a coisa mais importante da vida.
Percebemos também que a diferença é algo de bom, e que é com a diferença que podemos viver e dar valor à vida.
Por isso, “Não faz mal ser diferente”, porque a verdadeira riqueza é interior e não se mede pelo aspecto e capacidades físicas. (Ana Catarina 11º A)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O SEGREDO DA FELICIDADE

«Houve reis que tentaram aprisionar a felicidade com o seu poder, mas ela não se deixou prender. Milionários tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Famosos tentaram seduzi-la, mas ela resistiu ao estrelato. Sorrindo, ela sussurrou ao ouvido de cada ser humano: "Ei! Procura-me nas decepções e dificuldades e, principalmente, encontra-me nas coisas anónimas da existência." Mas a maioria não ouviu a sua voz, e entre os que a ouviram, poucos lhe deram credibilidade.» (Augusto Cury)
No âmbito da campanha de solidariedade 2009, os alunos inscritos em Educação Moral e Religiosa Católica da Escola Secundaria de Seia visitaram, no passado dia 13 de Janeiro, o Centro de Deficientes Profundos João Paulo II, em Fátima. Íamos de espírito aberto, curiosos e ao mesmo expectantes com o que iríamos encontrar. Já sabíamos que seria uma experiência que nos iria marcar mas, falo por mim, nunca imaginei que tanto.
Após uns instantes iniciais de algum retraimento, aproximamo-nos dos doentes, fizemos festinhas, sorrimos, falámos, sentimos. Nesta situação, despertámos o olhar dos nossos corações, que, ao contrário dos nossos olhos, é capaz de captar a beleza que está para além do corpo. Senti um carinho enorme de todos os funcionários por aqueles doentes, admirei a sua dedicação e competência. São uma família para eles.
Esse dia resultou numa experiência fantástica que, tenho a certeza, jamais iremos esquecer. Aprendemos muito com todos eles, sobretudo a respeitar ainda mais os que se encontram naquela condição, pois todos nós estamos sujeitos a tais destinos. Assim, aprendemos a dar mais valor à vida e a tudo o que ela nos dá de bom, que muitas vezes ignoramos e encaramos como algo normal. Sem dúvida que cada dia que passamos com saúde é como uma pérola preciosa, que devemos agradecer e valorizar.
Percebemos, também, que não é só nas palavras transmitidas que está o conhecimento. Um gemido, um piscar de olhos, um sorriso e, em especial, a vontade de viver o dia-a-dia, esperando que o dia seguinte seja melhor do que aquele que passou, demonstrando uma força interior enorme, é o principal conhecimento adquirido e que devemos colocar em prática. As palavras tornam-se menos relevantes quando os casos, na sua flagrante realidade, invadem os nossos olhos e se aninham na alma. Como diz o pensador Augusto Cury, efectivamente, “é nas coisas mais simples e anónimas que se encontram os maiores tesouros da emoção”.

Maria João Amaral, Nº 20, 11º B
Fevereiro de 2009.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

13 de Janeiro na vida duma adolescente

Realmente, o dia 13 de Janeiro ficou inteiramente marcado pela diferença. Assim, que se passam as portas do edifício do Centro João Paulo II tudo se altera. Os corredores são silenciosos, tal como a vida dos muitos que aqui vivem.
A atmosfera vivida por nós era de plena expectativa. Eu, pessoalmente, nunca tinha convivido com nenhum deficiente profundo. Sala por sala, pessoa por pessoa, todos eram tão diferentes. Uns mais dependentes onde apenas reinava um mundo de silêncio, onde tinhamos alguma dificuldade em perceber se a sua consciência nos escutava, nos entendia. Outros, por outro lado, que apresentavam um grau menor de dependência, tinham a capacidade de comunicar e expressar-se de maneira a que os outros os entendessem.
Era difícil distinguir idades visto que a fisionomia era semelhante. No entanto, o que me despertou mais em cada um deles foi realmente a sua riqueza psicológica, extinta há muito da sociedade egocêntrica onde vivemos. Nas suas expressões havia uma musicalidade, uma poesia que nenhum poeta conseguiria traduzir.
Naqueles momentos percebi que apesar de tudo não damos o devido valor ao que temos. Nem eu, nem todo um conjunto de pessoas que eram conotadas de “sociedade”. Todos sabiam pedir mundos e fundos. Todos sabiam falar dos carros de topo, das roupas caríssimas que na opinião da maioria eram as mais chiques. Todos sabiam falar de um bem que, infelizmente, faz girar o mundo: o dinheiro. Mas, no fim das contas, vejo alguém suplicar por carinho e atenção. Aqueles meninos e meninas, homens e mullheres “encurralados” entre quatro paredes, percorridos alguns por tubos e tubos, percorridos pela doença, pela solidão, pela indiferença de muitos, quiçá pelo desprezo de toda a família, lutava não por um bem material mas sim por um bem a nível sentimental. E, mesmo com todas as vicissitudes da vida continuavam a sorrir, a serem felizes. Continuavam a pintar, a desenhar, a cantar, a desenvolver actividades e a provarem que têm muito talento.
Confesso que toda esta visita provocou uma profunda alteração na minha maneira de pensar e de estar. Antes, apoderei-me de uma revolta consumidora e frustrante. Agora sou tomada por uma força súbita, um despertar rápido e objectivo.
É preciso encarar isto, como mais um sinal de que é preciso agir, que não nos devemos remeter ao nosso próprio umbigo, que não devemos viver em torno de nós mesmos, não podemos viver das aparências, do egocentrismo, do “a mim nunca me acontece nada disso” .
Finalmente apercebi-me que não nos podemos acomodar, que ninguém tem posto fixo e garantido eternamente na Terra. Mas que, independentemente do tempo que aqui passarmos, podemos torná-lo melhor e mais agradável para todos aqueles que nos rodeiam. Temos o dever de o fazer, de estender a mão a quem não tem qualquer outra pessoa para a dar, de não viver das palavras mas sim dos actos.
Falta garra ao Mundo, falta energia, falta convicção.
É incrível, como há tanto que precisa de ser mudado e tão poucas pessoas dispostas para o fazer.
E é ainda mais alucinante e fantástico, como um simples gesto conseguimos arrancar um sorriso.
Enfim, há lugares em que nos sentimos puros seres cheios de tudo e de nada. Obrigada por me mostrarem o verdadeiro significado da vida.
Ana Mafalda Abrantes