terça-feira, 14 de outubro de 2008

Comemoração do Dia Mundial da Erradicação da Pobreza


Dia 17 de Outubro no Polivalente da Escola Secundária de Seia, vamos aderir ao "Levanta-te e actua". Contra a fome e pelos objectivos do Milénio.

Os 8 Objectivos do Milénio a alcançar até 2015 são:

Erradicar a pobreza extrema e a fome
Alcançar o ensino primário universal
Promover a igualdade de género
Reduzir a mortalidade infantil
Melhorar a saúde materna
Combater o VIH/SIDA, a Malária e outras doenças graves
Garantir a sustentabilidade ambiental
Fortalecer a parceria global para o desenvolvimento


A realidade fria dos números

980 milhões de pessoas vivem com menos de 75 cêntimos por dia e quase metade da população mundial (2,8 mil milhões) vive com menos de 1,5 € por dia.
Mais de 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome todos os dias... 300 milhões delas são crianças. Desses 300 milhões de crianças, apenas 8% são vítimas de secas ou outras situações de emergência; mais de 90% sofre de má nutrição de longo prazo e deficiências de micronutrientes.
A cada ano, seis milhões de crianças morrem de subnutrição antes de completarem cinco anos de idade.
Mais de 50% dos africanos sofre de doenças relacionadas com a água, como a cólera e a diarreia infantil.
A cada 30 segundos, uma criança africana morre de malária – num total de mais de um milhão de mortes infantis por ano.
A cada ano, entre 300 e 500 milhões de pessoas são infectadas com malária. Cerca de três milhões de pessoas morrem como resultado.
A África Subsariana tem apenas 4% dos trabalhadores de saúde, mas 25% do peso mundial de doenças. As Américas têm 37% dos trabalhadores de saúde, mas apenas 10% do peso mundial de doenças.
Mais de 1 a cada 4 pessoas adultas não conseguem ler ou escrever. Dois terçosdelas são mulheres.
As mulheres trabalham dois terços das horas de trabalho no mundo, produzem metade da comida do mundo, mas recebem apenas 10% da renda mundial e possuem menos de 1% da propriedade privada mundial.
Quatro em cada dez pessoas no mundo não têm sequer acesso a uma simples latrina. Cinco milhões de pessoas, a maioria delas crianças, morrem em cada ano devido a doenças ligadas ao contacto com a água.
2,6 mil milhões de pessoas não têm acesso a condições sanitárias dignas. O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 7, de providenciar metade do deficit global de condições sanitárias, partindo dos níveis de 1990, apela para a extensão das mesmas a mais de 120 milhões de pessoas por ano até 2015.

(Fontes: Relatório de Desenvolvimento Humano 2003, 2005 e 2006, Indicadores do Milénio, Projecto do Milénio, FAO, UNESCO – Relatório de Monitoramento Global 2007, Campanha pela Educação, UNAIDS, UNICEF)

domingo, 31 de agosto de 2008

Novo ano ---- Ano novo

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
(Pablo Neruda)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Mensagem sobre a escolha da Educação Moral e Religiosa Católica

A altura das matrículas na Escola Pública é também uma ocasião de optar pela Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) que tem em vista o desenvolvimento integral dos educandos, prestando atenção a todas as dimensões da pessoa humana: intelectual, social, moral e espiritual. Todos desejamos, sobretudo os pais e educadores, que a escola não apenas transmita conhecimentos mas forme as pessoas com critérios, através da aprendizagem de valores morais e da relação humana alicerçada no respeito, no diálogo e na fraternidade.
A EMRC tem em vista esse objectivo, orientando na reflexão sobre o sentido da vida, promovendo o discernimento para uma lúcida compreensão dos acontecimentos, contribuindo para uma assimilação de valores e para a aquisição de referências que permitam definir um rumo para a existência pessoal.No ambiente de pluralismo sem fronteiras que hoje respiramos, a EMRC é ainda mais necessária para que cada um se saiba orientar por valores sólidos sem se perder na confusão de ideologias e caminhos que são propostos. De facto, o são pluralismo ideológico, ético e religioso, por um lado, manifesta a riqueza de pontos de vista, promove o diálogo, a tolerância e o respeito por opiniões diferentes e, através do confronto de ideias, conduz ao crescimento e ao aperfeiçoamento da própria identidade. Mal entendido, porém, conduz ao relativismo e ao vazio. Se todas as formas de vida e comportamentos são considerados como iguais, cada um adopta a moral que lhe convém ou, simplesmente, não segue nenhuma e vive à deriva.
Quando o ambiente é de relativismo, certos grupos minoritários tentam impor as suas propostas de vida que contradizem e desmoronam os valores sólidos em que está alicerçada a nossa civilização: a dignidade da pessoa humana, o carácter sagrado da vida, o papel nuclear da família, a convivência pacífica das pessoas, a relação humana fundamentada na justiça, no amor, no diálogo e no respeito mútuo. Neste cenário confuso é necessário abrir janelas que deixem entrar a luz, amadurecer critérios que permitam discernir a verdade e a bondade, amadurecer convicções que se traduzam num comportamento moral digno. Essa é a tarefa da EMRC.São os pais que devem decidir a orientação da educação dos filhos. Ou são os próprios candidatos, quando maiores de dezasseis anos, quem deve escolher. A leccionação efectiva de EMRC depende da vontade expressa dos pais ou dos candidatos. Apesar de alguma indefinição da actual legislação, e até da má vontade de algumas correntes ideológicas, presentes também no ensino, a verdade é que por lei a disciplina de EMRC é de oferta obrigatória por parte das escolas, quando escolhida pelos pais ou pelos alunos, sendo esta escolha facultativa. Recomendo, pois aos pais, educadores e aos próprios alunos interessados que estejam atentos às matrículas e decidam pela frequência da EMRC.

Diploma alunos emrc - 10º ano


Depois de algum tempo tu aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida. E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para planos, e o futuro tem o costume de cair em vão.
E aceitas que não importa o quanto uma pessoa é boa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Descobres que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Percebes que tu e o teu melhor amigo podem fazer qualquer coisa, ou nada, mas que terão bons momentos juntos. Descobres que as pessoas que mais amas na vida, depressa as perdes, por isso sempre que te separes delas, deves despedir-te com palavras amorosas, pode ser última vez que as vejas. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que se pode ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde chegaste, mas para onde vais.
Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentar as consequências. Descobres que só porque alguém não te ama como tu queres, isso não significa que esse alguém não te ama com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. (William Sheaskespear)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Diploma de Área de Projecto DJ


As ferramentas escolheram uma carpintaria para fazer a sua reunião de Equipa. A verdade é que era ali que todos moravam e exerciam o seu ofício: o martelo, o parafuso, o serrote, a plaina, o esquadro e até alguns membros controversos, como eram a lixa e o metro. Era uma reunião importante, pois tratava-se de fazer uma sessão de discernimento de grupo para escolher o Responsável das ferramentas. Ora logo que a discussão se abriu, aconteceu que o martelo se propôs como a ferramenta mais indicada para conduzir toda a Equipa: era forte, autoritário, bom para pôr os outros no seu lugar, que era bem disso que a Equipa precisava. Mas isso foi tempo, quem é que hoje está disposto a aceitar um superior com este perfil? Um martelo que fazia um barulho ensurdecedor, que só estava bem a bater a torto e a direito, não, não podia ser, o tempo do Inquisição já passou.


O martelo baixou o cabo e concordou que hoje os tempos são outros e que talvez não fosse a ferramenta mais indicada para estar à frente da Equipa. E, apesar de estar convencido que era disso que a Equipa precisava, desistia de ser ele o sacrificado, mas exigia que não fosse o parafuso, pois este andava sempre às voltas, nunca ia direito ao assunto e assim nunca se sabia de que lado é ele estava.
Também o parafuso aceitou as reservas do martelo, mas por amor de Deus que não colocassem à frente do grupo o serrote, pois o serrote corta a direito, sem discernir o que é mau e o que ainda se pode aproveitar e muitos valores se perdem na Equipa das ferramentas por não haver Responsável que os saiba aproveitar e valorizar.


Mas também o serrote se opunha redondamente à plaina que só toca nos problemas por fora, alisa mas, ao fim e ao cabo, deixa as coisas como estão, não vai à raiz dos problemas; com uma plaina é uma monotonia de Equipa cinzenta que ninguém se impõe em nada. Muito bem: restava a lixa. Mas não, a lixa nem pensar, é áspera, raspa sem dó nem piedade, faz as feridas sangrarem ainda mais, seria um carrasco para toda a Equipa. Foi então que todos se voltaram para o metro. Mas aquele fuinhas de metro que mais parecia um pau de virar tripas que uma ferramenta de respeito, sempre esticado e convencido, com a mania de medir os outros por ele, como se ele fosse perfeito, quem é que o queria para Responsável?
Estava a discussão neste ponto, quando entrou o carpinteiro e começou o seu trabalho, ignorando toda esta briga. Pegou numas tábuas toscas, mediu-as com o metro, lixou-as com a lixa, aplainou-as com a plaina evidentemente, serrou-as com o serrote, pregou os parafusos com o martelo e daquelas tábuas toscas saiu uma bela peça de mobiliário. Quando a carpintaria ficou vazia, iam as ferramentas recomeçar com a discussão que o carpinteiro tinha interrompido, quando o esquadro, pendurado na parede, tomou a palavra e disse:
- Senhores, ficou demonstrado que cada um de nós tem defeitos mas o carpinteiro trabalha com as nossas qualidades.


E as ferramentas perceberam, então, que o martelo dava força e solidez às mobílias, o parafuso unia, o serrote cortava onde era preciso, a plaina alisava as dificuldades, a lixa limava as arestas, o metro regulava as medidas. E sentiram como já há muito não sentiam, a alegria de trabalhar juntos.Feliz o Equipa que sabe aproveitar e trabalhar com as ferramentas que tem.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Quaisquer que sejam as dificuldades....Não podemos permitir que as crianças continuem a morrer .

É urgente agir:

  • Todos os anos mais de dez milhões de crianças morrem de causas evitáveis antes dos cinco anos de idade.

  • Nos paises em desenvolvimento a má nutrição é responsável pela morte de seis milhões de crianças.


  • Há 4oo milhões de crianças sem acesso a água potável. Com 0.50€ pode comprar-se cinquenta pastilhas para purificar a água. Cada pastilha purifica 5 litros de água.

  • Com 17€ é possivel comprar doses de vacinas iniciais para salvar uma criança. Em África há 37 milhões de crianças que não recebem as três doses iniciais das vacinas.

  • Com 19 € é possivel dar medicamentos que ajudam a evitar a transmissão VIH de mãe para filho que mata milhões.


  • Por ano morrem à fome em todo o mundo 20 milhões de pessoas, das quais 15 milhões são crianças.

Ajudemos a Unicef a ajudar as crianças mais pobres do mundo. Juntos queremos dar uma oportunidade às crianças.

Obrigado por ajudar a Unicef a construir um mundo melhor para as crianças.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A nossa aldeia global


Se fosse possível reduzir a população do mundo inteiro a uma vila de 100 pessoas, mantendo a proporção do povo existente agora no mundo, tal vila seria composta de:
57 Asiáticos;
21 Europeus;
14 Americanos (Norte, Centro e Sul);
8 Africanos;
52 Seriam mulheres;
48 Homens;
70 Não brancos;
30 Brancos;
70 Não cristãos;
30 Seriam cristãos;
89 Seriam heterossexuais;
11 Seriam homossexuais;
6 Pessoas possuiriam 59% da riqueza do mundo inteiro (e todos os 6 seriam dos EUA);
80 Viveriam em casas inabitáveis;
70 Seriam analfabetos;
50 Sofreriam de desnutrição;
1 Estaria para morrer;
1 Estaria para nascer;
1 Teria computador;
1 (sim, apenas 1 teria formação universitária);
Se o mundo for considerado sob esta perspectiva, a necessidade de aceitação, compreensão e educação tornava-se evidente.

Considere ainda:
Se acordou hoje mais saudável que doente, você tem mais sorte que um milhão de pessoas que não verão a próxima semana.
Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a agonia da tortura, a dor da fome, você tem mais sorte que 500 milhões de habitantes no mundo.
Se pode ir à Igreja sem o medo de ser bombardeado, preso ou torturado, você tem mais sorte que 3 milhões de pessoas no mundo.
Se tem comida no frigorífico, roupa no armário, um tecto sobre sua cabeça, um lugar para dormir, considere-se mais rico que 75% dos habitantes deste mundo.
Se tiver dinheiro no banco, na carteira ou uns trocos, considere-se entre os 8% das pessoas com a melhor qualidade de vida no mundo.
Se puder ler este texto, é uma bênção, pois não está entre os 2 milhões de pessoas que não sabem ler.
Vale a pena tentar: Trabalhe como se não precisasse do dinheiro. Ame como se ninguém nunca o houvesse feito sofrer. Dance como se ninguém estivesse olhando.
Cante como se ninguém estivesse ouvindo. Viva como se aqui fosse o paraíso.

Mais do que dinheiro....


Se o mundo não melhora, não é por falta de dinheiro.
Mas por este não ser usado como devia ser.
POBREZA: Metade da população mundial dispõe de menos de dois euros por dia para sobreviver. Os países ricos e pobres devem investir 100 mil milhões de euros por ano em projectos que garantam emprego, acesso à educação e satisfação das necessidades básicas, para reduzir o número de pobres.
AGRICULTURA: 11 por cento do planeta é terreno agrícola. Mas a degradação dos solos limita a produtividade. 852 Milhões de pessoas passam fome. A agricultura biológica é a alternativa.
ÁGUA: Mais de mil milhões de pessoas não tem água potável, mas serve-se de rios ou lagos. Um em cada três habitantes da Terra não tem água canalizada nem esgotos. É necessário investir 180 mil milhões de euros em infra-estruturas por todo o mundo.
ENERGIA: Uma em cada três pessoas usa lenha ou estrume como fonte de energia doméstica. Os combustíveis fósseis (petróleo, carvão...) produzem oitenta por cento da energia mundial. Estas fontes estão a escassear e têm efeitos nefastos no clima. A energia nuclear satisfaz quinze por cento das necessidades energéticas. Porém, deixa uma pesada herança de lixos radioactivos às gerações futuras. A alternativa é as energias renováveis, mas representam apenas cinco por cento das fontes energéticas usadas. Apostar nestas custa mais de 160 mil milhões de euros, dizem as principais empresas energéticas do mundo.
SAÚDE: Investir nesta área 66 mil milhões de euros por ano até 2015 pode salvar oito milhões de vidas e gerar um retorno económico de 360 mil milhões de euros até 2020.
Compara: O dinheiro usado na produção de armamento e nas guerras seria suficiente para dar qualidade de vida a toda a população mundial.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Opinião sobre "Sentença de Vida"

Trago-vos um caso muito peculiar e extremamente dramático que me deixou com algo a dizer.
Matilde Castro, é uma menina que aos 9 anos, teve um AVC tão violento que a deixou num estado vegetativo permanente. Tudo começou quando Matilde disse para a sua mãe que lhe doía a parte superior do olho e sentia a cabeça dormente, a mãe disse para pestanejar, pensando que passava, no entanto, não era uma simples dor, Matilde começou a queixar-se mais e o pior aconteceu, o cérebro deixou de trabalhar, ou seja qualquer acção comandada pelo cérebro como abrir os olhos ou a boca, falar e mexer os membros, deixou de acontecer.

Matilde foi sujeita a várias reanimações e operações, que em nada deram. Desde há 2 anos, que tem sido alimentada artificialmente e posta numa espreguiçadeira ou num quarto iluminado com massagens, para fazer estimular o seu cérebro e para que os músculos não atrofiem.
A mãe, Alexandra Crespo, está divorciada, o que faz com que ela passe por tudo isto, sozinha. No entanto, Alexandra revela-se uma mulher de estupenda coragem ao pedir que não façam isto à filha, ou seja, que não a obriguem a viver assim, como um autêntico vegetal.


O mais impressionante em Alexandra, é que ela, durante a reportagem da Sic não chorou uma única lágrima, mantendo-se forte, firme e dizendo, “A Matilde é a única vítima! Eu só a perdi a ela, ela perdeu tudo!”. No entanto, apesar daquela firmeza toda, vê-se no seu olhar a sua tristeza e a sua revolta, pois no seu país, segundo ela, apenas interessam “as éticas médicas de não deixar morrer ninguém”, e quanto a isso, Alexandra responde, “eu acho que tenho mais poder para decidir entre a vida e a morte do que eles!”.
A certa altura da entrevista, surge uma questão, “Se a Matilde tivesse um novo ataque a Alexandra chamaria o INEM?”, ela responde que não sabe, pois por um lado é a sua filha, mas por outro lado, “é desumano uma mãe viver para ver a sua filha morrer…duas vezes”.
Segundo os médicos, pouco há a fazer, é muito pouco provável que Matilde regresse daquele mundo de "janelas fechadas". Sendo assim, Matilde vai ter que ficar num mundo sem sentido para os sentidos e Alexandra vai continuar a sofrer.


Durante o debate Alexandra revela-se a favor da Eutanásia, mas admite que este caso não é muito semelhante ao da sua filha. No caso da Matilde, Alexandra defende limites à reanimação. Num caso de Eutanásia, alguém está ligado a uma máquina que lhe garante sobrevivência e esse alguém prefere morrer a ficar naquele estado de dor, e neste caso põe-se em causa quer a acção de socorro que teimou em não parar quer a atitude a tomar no caso de um novo AVC.
(Margarida Cardoso,10ºB)

Rota dos Castelos 10º ano

No dia 17 de Abril de 2008, apesar da chuva, que como o professor disse, até nem era muita, pois São Pedro estava do nosso lado, cerca de 60 alunos matriculados na disciplina de E.M.R.C., juntamente com os professores da disciplina e a coordenadora da Biblioteca da escola, partiram rumo aos castelos do distrito da Guarda, por volta das oito horas e trinta minutos.
A primeira paragem deu-se em Celorico da Beira. No castelo aí presente, pudemos subir à muralha e observar a magnífica vista da vila.
O Castelo de Celorico da Beira, construído no século XIV, assenta no topo de uma formação de granito, de grandes dimensões, sobranceira à vila. É constituído por um recinto amuralhado fechado de traçado irregular, o qual corresponde à cidadela, sendo que as muralhas assentam em maciços rochosos.
Seguidamente, dirigimo-nos para a Vila medieval de Trancoso, no entanto apenas pudemos visualizar a entrada do Castelo aí existente, devido às obras que estão a decorrer. o Castelo de Trancoso fica situado a noroeste da vila. É formado por uma muralha com merlões de remate piramidal e por cinco torres defensivas de formato quadrangular, as únicas sobreviventes das quinze que existiam. Próximo de uma as portas encontram-se, escavadas nas rochas, várias sepulturas paleocristãs.
Depois destas duas visitas, por já serem onze horas, fomos para a vila de Figueira de Castelo Rodrigo, onde almoçámos numa escola aí existente. Por volta das duas horas, voltámos ao nosso passeio, desta vez para visitar o Castelo de Castelo Rodrigo e os vestígios do Palácio de Cristóvão de Moura. Lá, graças a uma guia, pudemos ouvir toda a história daquele Castelo/Palácio, desde a sua construção até à actualidade.
Após esta visita, rumámos para a Serra da Marofa, com o intuito de ver as capelas evocativas dos mistérios do rosário e das estações da via-sacra. No entanto, devido ao tempo parecer esgotar-se, apenas pudemos apreciar algumas delas durante a viagem de autocarro. Durante a paragem ainda deu tempo para tirar algumas fotos junto de uma estátua de Cristo, e alguns alunos ainda subiram ao marco geodésico aí presente.
Por último visitámos Almeida, onde pudemos ver as muralhas da Praça de Almeida, o Castelo de Almeida, um dos mais bonitos, o quartel das Esquadras, entre Já no regresso a Seia, onde chegámos por volta das dezoito e trinta minutos, ainda tivemos tempo de parar no McDonalds da Guarda, onde lanchámos.
Quanto aos objectivos desta viagem, isto é, fomentar a amizade sem fronteiras, criar laços entre os alunos matriculados e aprender a valorizar o património de arte sacra, esses, na nossa opinião, foram todos cumpridos.
(Ariana Mendes, 10ºB.)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Nova forma de ver deficiências

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus cêntimos no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
' A amizade é um amor que nunca morre.

Os analgésicos da relação humana


Uma vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O quarto era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo.
Um dos homens tinha, como parte de seu tratamento, permissão para se sentar na cama uma hora durante as tardes (devido à drenagem de fluído dos seus pulmões). A sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo a descrever o que via lá fora.
A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Estavam patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brincar. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores e jogos de bola. Ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade. O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isto, apreciando todos os minutos. Ouviu, como uma criança quase caiu no lago e como as garotas estavam bonitas com os seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente fizeram-no sentir que quase podia ver o que estava a acontecer lá fora...
Então, numa bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Porque é que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava a acontecer? Porque é que ele não podia ter essa oportunidade?
Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!!!!!!
Numa noite, enquanto olhava para o tecto, percebeu que o homem que ficava perto da janela, subitamente acordou a tossir e a sufocar, a sua mão procurava o botão que fazia a enfermeira vir a correr. Mas ele observou-o sem se mover... mesmo quando o som da respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou o seu corpo. Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela, que agora estava disponível. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...

"Valoriza as pessoas que fazem o possível para tornar a tua vida melhor."

O efeito da opinião do outro


Duas crianças estavam a patinar num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, o génio Albert Einstein que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode dizer – nos como?
- É simples, respondeu o Einstein.
- Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

"Deus fez - nos perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos".
Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança.
(Albert Einstein)