quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mais do que dinheiro....


Se o mundo não melhora, não é por falta de dinheiro.
Mas por este não ser usado como devia ser.
POBREZA: Metade da população mundial dispõe de menos de dois euros por dia para sobreviver. Os países ricos e pobres devem investir 100 mil milhões de euros por ano em projectos que garantam emprego, acesso à educação e satisfação das necessidades básicas, para reduzir o número de pobres.
AGRICULTURA: 11 por cento do planeta é terreno agrícola. Mas a degradação dos solos limita a produtividade. 852 Milhões de pessoas passam fome. A agricultura biológica é a alternativa.
ÁGUA: Mais de mil milhões de pessoas não tem água potável, mas serve-se de rios ou lagos. Um em cada três habitantes da Terra não tem água canalizada nem esgotos. É necessário investir 180 mil milhões de euros em infra-estruturas por todo o mundo.
ENERGIA: Uma em cada três pessoas usa lenha ou estrume como fonte de energia doméstica. Os combustíveis fósseis (petróleo, carvão...) produzem oitenta por cento da energia mundial. Estas fontes estão a escassear e têm efeitos nefastos no clima. A energia nuclear satisfaz quinze por cento das necessidades energéticas. Porém, deixa uma pesada herança de lixos radioactivos às gerações futuras. A alternativa é as energias renováveis, mas representam apenas cinco por cento das fontes energéticas usadas. Apostar nestas custa mais de 160 mil milhões de euros, dizem as principais empresas energéticas do mundo.
SAÚDE: Investir nesta área 66 mil milhões de euros por ano até 2015 pode salvar oito milhões de vidas e gerar um retorno económico de 360 mil milhões de euros até 2020.
Compara: O dinheiro usado na produção de armamento e nas guerras seria suficiente para dar qualidade de vida a toda a população mundial.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Opinião sobre "Sentença de Vida"

Trago-vos um caso muito peculiar e extremamente dramático que me deixou com algo a dizer.
Matilde Castro, é uma menina que aos 9 anos, teve um AVC tão violento que a deixou num estado vegetativo permanente. Tudo começou quando Matilde disse para a sua mãe que lhe doía a parte superior do olho e sentia a cabeça dormente, a mãe disse para pestanejar, pensando que passava, no entanto, não era uma simples dor, Matilde começou a queixar-se mais e o pior aconteceu, o cérebro deixou de trabalhar, ou seja qualquer acção comandada pelo cérebro como abrir os olhos ou a boca, falar e mexer os membros, deixou de acontecer.

Matilde foi sujeita a várias reanimações e operações, que em nada deram. Desde há 2 anos, que tem sido alimentada artificialmente e posta numa espreguiçadeira ou num quarto iluminado com massagens, para fazer estimular o seu cérebro e para que os músculos não atrofiem.
A mãe, Alexandra Crespo, está divorciada, o que faz com que ela passe por tudo isto, sozinha. No entanto, Alexandra revela-se uma mulher de estupenda coragem ao pedir que não façam isto à filha, ou seja, que não a obriguem a viver assim, como um autêntico vegetal.


O mais impressionante em Alexandra, é que ela, durante a reportagem da Sic não chorou uma única lágrima, mantendo-se forte, firme e dizendo, “A Matilde é a única vítima! Eu só a perdi a ela, ela perdeu tudo!”. No entanto, apesar daquela firmeza toda, vê-se no seu olhar a sua tristeza e a sua revolta, pois no seu país, segundo ela, apenas interessam “as éticas médicas de não deixar morrer ninguém”, e quanto a isso, Alexandra responde, “eu acho que tenho mais poder para decidir entre a vida e a morte do que eles!”.
A certa altura da entrevista, surge uma questão, “Se a Matilde tivesse um novo ataque a Alexandra chamaria o INEM?”, ela responde que não sabe, pois por um lado é a sua filha, mas por outro lado, “é desumano uma mãe viver para ver a sua filha morrer…duas vezes”.
Segundo os médicos, pouco há a fazer, é muito pouco provável que Matilde regresse daquele mundo de "janelas fechadas". Sendo assim, Matilde vai ter que ficar num mundo sem sentido para os sentidos e Alexandra vai continuar a sofrer.


Durante o debate Alexandra revela-se a favor da Eutanásia, mas admite que este caso não é muito semelhante ao da sua filha. No caso da Matilde, Alexandra defende limites à reanimação. Num caso de Eutanásia, alguém está ligado a uma máquina que lhe garante sobrevivência e esse alguém prefere morrer a ficar naquele estado de dor, e neste caso põe-se em causa quer a acção de socorro que teimou em não parar quer a atitude a tomar no caso de um novo AVC.
(Margarida Cardoso,10ºB)

Rota dos Castelos 10º ano

No dia 17 de Abril de 2008, apesar da chuva, que como o professor disse, até nem era muita, pois São Pedro estava do nosso lado, cerca de 60 alunos matriculados na disciplina de E.M.R.C., juntamente com os professores da disciplina e a coordenadora da Biblioteca da escola, partiram rumo aos castelos do distrito da Guarda, por volta das oito horas e trinta minutos.
A primeira paragem deu-se em Celorico da Beira. No castelo aí presente, pudemos subir à muralha e observar a magnífica vista da vila.
O Castelo de Celorico da Beira, construído no século XIV, assenta no topo de uma formação de granito, de grandes dimensões, sobranceira à vila. É constituído por um recinto amuralhado fechado de traçado irregular, o qual corresponde à cidadela, sendo que as muralhas assentam em maciços rochosos.
Seguidamente, dirigimo-nos para a Vila medieval de Trancoso, no entanto apenas pudemos visualizar a entrada do Castelo aí existente, devido às obras que estão a decorrer. o Castelo de Trancoso fica situado a noroeste da vila. É formado por uma muralha com merlões de remate piramidal e por cinco torres defensivas de formato quadrangular, as únicas sobreviventes das quinze que existiam. Próximo de uma as portas encontram-se, escavadas nas rochas, várias sepulturas paleocristãs.
Depois destas duas visitas, por já serem onze horas, fomos para a vila de Figueira de Castelo Rodrigo, onde almoçámos numa escola aí existente. Por volta das duas horas, voltámos ao nosso passeio, desta vez para visitar o Castelo de Castelo Rodrigo e os vestígios do Palácio de Cristóvão de Moura. Lá, graças a uma guia, pudemos ouvir toda a história daquele Castelo/Palácio, desde a sua construção até à actualidade.
Após esta visita, rumámos para a Serra da Marofa, com o intuito de ver as capelas evocativas dos mistérios do rosário e das estações da via-sacra. No entanto, devido ao tempo parecer esgotar-se, apenas pudemos apreciar algumas delas durante a viagem de autocarro. Durante a paragem ainda deu tempo para tirar algumas fotos junto de uma estátua de Cristo, e alguns alunos ainda subiram ao marco geodésico aí presente.
Por último visitámos Almeida, onde pudemos ver as muralhas da Praça de Almeida, o Castelo de Almeida, um dos mais bonitos, o quartel das Esquadras, entre Já no regresso a Seia, onde chegámos por volta das dezoito e trinta minutos, ainda tivemos tempo de parar no McDonalds da Guarda, onde lanchámos.
Quanto aos objectivos desta viagem, isto é, fomentar a amizade sem fronteiras, criar laços entre os alunos matriculados e aprender a valorizar o património de arte sacra, esses, na nossa opinião, foram todos cumpridos.
(Ariana Mendes, 10ºB.)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Nova forma de ver deficiências

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus cêntimos no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
' A amizade é um amor que nunca morre.

Os analgésicos da relação humana


Uma vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O quarto era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo.
Um dos homens tinha, como parte de seu tratamento, permissão para se sentar na cama uma hora durante as tardes (devido à drenagem de fluído dos seus pulmões). A sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo a descrever o que via lá fora.
A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Estavam patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brincar. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores e jogos de bola. Ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade. O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isto, apreciando todos os minutos. Ouviu, como uma criança quase caiu no lago e como as garotas estavam bonitas com os seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente fizeram-no sentir que quase podia ver o que estava a acontecer lá fora...
Então, numa bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Porque é que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava a acontecer? Porque é que ele não podia ter essa oportunidade?
Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!!!!!!
Numa noite, enquanto olhava para o tecto, percebeu que o homem que ficava perto da janela, subitamente acordou a tossir e a sufocar, a sua mão procurava o botão que fazia a enfermeira vir a correr. Mas ele observou-o sem se mover... mesmo quando o som da respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou o seu corpo. Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela, que agora estava disponível. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...

"Valoriza as pessoas que fazem o possível para tornar a tua vida melhor."

O efeito da opinião do outro


Duas crianças estavam a patinar num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, o génio Albert Einstein que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode dizer – nos como?
- É simples, respondeu o Einstein.
- Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

"Deus fez - nos perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos".
Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança.
(Albert Einstein)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Poema final do XI Interescolas - Guarda


VIVER
É crer nalgumas verdades e sobretudo em
Alguém que é a verdade; é sonhar com
Algo belo, grande e definitivo e passá-lo à
Prática, é ter esperança de que amanhã
Será melhor se hoje eu me empenhar com
Ciência, honestidade e consciência afinada
Dos valores.
VIVER
É nunca esquecer o bem que aprendemos,
Praticar a solidariedade, é esforçar-se por ser
Pessoa livre, competente e coerente, é ajudar
Os outros a ser plenamente responsáveis e
Felizes, acolhendo-os, escutando-os com
Atenção e amor, estimulando-os a viver
Com sentido pela partilha social.
VIVER
É cada dia renascer,
É cada dia crescer,
É cada dia desabrochar;
É ser cada dia melhor,
É, em cada momento, sorrir e confiar;
É recomeçar com lucidez e coragem.
Viver
É descobrir a nossa missão,
É fazer desabrochar o arco-íris da vida,
É deixar-se seduzir pelos grandes ideais,
É caminhar em busca de algo,
É encontra-se com Deus e com os outros.
Com a EMRC a tua vida tem outro sentido, pois ao aceitares os novos
Desafios, encontrarás o teu leme, o teu porto seguro!
A nossa missão no mundo é dar mais vida,Mais alegria, mais vigor, mais cor, àqueles que nos envolvem

quarta-feira, 19 de março de 2008

Páscoa será sempre vida nova.








Ao nosso redor o despertar é contínuo. Tanta vida brota bem junto de nós. A Primavera traz-nos profundas mudança na Natureza.
Páscoa é memorial da morte e ressurreição de Cristo. Somos convidados a interiorizar e a testemunhar que Cristo quis ficar connosco, prometendo que um dia também em nós a ressurreição aconteceria.
Perdidos nas encruzilhadas da vida, talvez nem sempre reparemos nos pregões da Páscoa. Passamos ao lado das propostas de salvação. Achamos até que não se ajustam aos tempos hodiernos e, no entanto, lastimamos o sentido que damos ao nosso caminhar. São as trevas que ainda persistem e não permitem que a claridade irrompa. A Luz pascal tarda a brilhar na nossa existência. Gastamo-nos, é verdade, em tantas actividades, mas os nossos gestos continuam a ser mornos ou mesmo desfasados. O calor da amizade é fugaz e temos saudades do tempo em que éramos mais para os outros, em que tudo era genuíno.
Páscoa sinal de passagem. Tantos a encarnaram e mostraram como valeu a pena ter fé. Acreditaram e inverteram o ciclo dos acontecimentos. Cristo ensina-nos também hoje que a morte foi vencida. Dúvida e receios não faltam nem vão deixar de persistir. Na claridade da Páscoa ressalta, forte e límpido, o clamor da esperança. É ela que faz futuro e vida eterna. Pelo mundo inteiro anuncia-se: “Aleluia, Cristo Ressuscitou, Aleluia”. A Boa Nova de Cristo, desfaz, mesmo hoje, o escândalo absoluto da morte e rasga trilhos de esperança invencível.

No encontro com povos, culturas e credos somos confrontados com tantas situações em que Cristo continua crucificado. Ressuscitá-los é tarefa de Amor, porque só pelo Amor se faz de cada ser humano um irmão com futuro. Esta é a força evangélica, bem lá na ponta do risco onde mais ninguém chega

sexta-feira, 14 de março de 2008

XI Interescolas da diocese da Guarda



No passado dia 13 de Março, encontraram-se, na Guarda, mais de 500 alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (E.M.R.C.), em representação das cerca de cinquenta escolas do 2º e 3º ciclos e do Ensino Secundário da diocese da Guarda, para viverem um dia de reflexão e de convívio, subordinado ao tema: “E.M.R.C.: Um sentido, uma missão”. A nossa escola fez-se representar com 25 alunos dos 236 matriculados nesta disciplina no corrente ano.
Da parte da manhã, após concentração junto à Igreja de S. Miguel na Guarda Gare, onde os educandos, acompanhados dos respectivos professores de E.M.R.C. foram acorrendo, oriundos de todos os cantos da diocese, viveu-se um momento de celebração contando com a presença do Senhor Bispo, D. Manuel Felício.
A celebração foi vivida na alegria e no entusiasmo próprio dos jovens, ecoando no fundo do coração de todos as palavras do Pastor Diocesano sobre o seu amor para com os jovens. Apresentou saudações de alegria e apreço aos jovens e às famílias pela escolha desta disciplina. Esta opção é a certeza de que num mundo desorientado, os jovens sabem o que querem da escola e da vida. Este encontro diocesano de jovens matriculados, no tempo quaresmal, é convite a sermos sérios e ser sério, significa levar a vida a sério, sendo cada um sinal de paz e de amor para o mundo que nos rodeia, tantas vezes marcado por sinais de guerra e de ódio.
Depois desta celebração intensamente vivida, todos se puseram a caminho, pelas ruas da cidade, do Parque Polis, manifestando a sua alegria de jovens cristãos com cânticos juvenis afins.
Chegados ao Parque, partilharam-se os farnéis, num ambiente de sã convivência, e pelas catorze horas iniciou-se uma tarde diferente com muitas actividades desportivas desde as tradicionais a algumas bem radicais, sempre no já habitual ambiente de convivência pacifica e nas relações de proximidade. Como grande conclusão deste dia, ficou bem vincada a presença entusiasta de muitas centenas de jovens que ainda fazem da E.M.R.C uma opção para a sua vida e que, como tal, requerem, por parte da Igreja e, concretamente, por parte do Departamento Diocesano do Ensino da Igreja nas Escolas, uma atenção crescente e constante.

Opinião de um aluno da visita de estudo à Guarda

Depois da angariação de 2400€ em fundos que tinham como objectivo ajudar várias instituições de apoio a pessoas com as mais diversas necessidades, no passado dia 10 de Janeiro de 2008, os alunos do 10º ano de escolaridade inscritos na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica saíram de Seia às 8h30m da manhã, e embarcaram numa viagem em que tiveram a oportunidade de conviver com pessoas com diferentes necessidades, com diferentes maneiras de encarar a vida e de a viver.
Como participei nesta fantástica experiência, vou relatá-la na primeira pessoa.
Nesse dia visitámos várias instituições: Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados da Guarda (CERCIG), Casa de Saúde de Bento Menni e Aldeias SOS.
Começámos por visitar a CERCIG, onde fomos brindados com uma óptima recepção e com uma emocional actuação dos utentes dessa instituição que visa a reabilitação e educação de pessoas com deficiências.
Como o nosso grupo era muito grande (aproximadamente 120 alunos), fomos divididos em três grupos, dirigindo-se um para quinta da CERCIG e os outros dois para a Casa de Saúde de Bento Menni.
Eu fazia parte de um dos grupos que se dirigiu até à Casa de Saúde de Bento Menni.
Chegados às suas instalações fomos divididos novamente, mas desta vez em dois grupos de modo a facilitar a visita e a não causar perturbações excessivas nos utentes (idosos dependentes e deficientes).
Talvez as nossas expectativas não fossem ao encontro da realidade, porque pensávamos que numa instituição deste género o contacto seria difícil, mas erradamente, pois rapidamente fomos saudados e cumprimentados carinhosamente pelos utentes, que corresponderam aos nossos sorrisos, com uns ainda maiores e com uma conversa de palavras, gestos e olhares bastante emocionantes.
Seguidamente dirigimo-nos ao auditório da C. de S. de Bento Menni, onde as irmãs da instituição nos propuseram a visualização de uma apresentação acerca do nascimento das diversas instituições e dos locais e datas em que foram surgindo.
Já era chegada a hora de almoçar, e por isso mesmo, dirigimo-nos para as zonas de restauração (McDonalds ou restaurantes do centro da cidade).
Passado o tempo suficiente para almoçarmos e nos divertirmos a conviver uns com os outros, um dos grupos (o meu) dirigiu-se às Aldeias SOS, e o outro foi de encontro aos colegas que estavam tinham ido à CERCIG, para continuarem a visita.
Nas Aldeias SOS, esperávamos ter a presença das crianças e jovens que lá vivem, bem como das mães de acolhimento (também chamadas mães de coração) e podermos conviver e trocar experiências com eles, mas isso não foi possível porque estavam nas aulas ou noutras lides necessárias ao dia-a-dia.
Apesar disso, visitámos uma das casas e conversámos com o responsável pela Aldeia SOS da Guarda, que nos contou a história da instituição e esclareceu as nossas dúvidas, que foram bastantes: do modo de vida ás “estatísticas” de que fazem parte, e dos pontos negativos aos mais positivos que os fazem olhar para a frente e pensar que vale a pena seguir, etc.
Acabada a visita, dirigimo-nos a um parque onde pudemos conviver, passear, desfrutar do ar livre, lanchar e comentar os momentos que vivemos.
Depois dessa pausa, encaminhámo-nos ao autocarro e voltámos a Seia, mas todos com o coração um bocadinho mais recheado de felicidade de dar um sorriso a quem precisa, e a cabeça mais consciente daquilo que nos rodeia.

CONCLUSÃO:
O saldo da viagem foi bastante positivo.
Cada uma das instituições nos proporcionou diferentes emoções e pudemos perceber que existe muito mais além de nós, e aquilo que muitas vezes achamos insignificante, ganha muita importância em certos momentos.
Percebemos que a união faz a força, e que quando se trata de ajudar os outros e de os fazer felizes toda a união e força nunca chega, porque cada vez há mais pessoas a precisarem de ajuda e menos pessoas a quererem ajudar, e aquelas que ajudam têm de abdicar de muito para o fazer.
É preciso dedicarmos uma parte de nós a ajudar os outros, por menor que seja, porque contribuindo vamo-nos sentir melhor, mas mais importante que tudo vamos ajudar os outros a mostrarem um sorriso, não só com os lábios mas também com o coração, e a sentirem-se, apesar dos seus problemas, um bocadinho mais felizes. Um pequeno paço para nós, pode fazer uma grande diferença em quem precisa. E um dia podemos ser nós em qualquer uma daquelas situações, e também vamos precisar de apoio.
O Amor é a coisa mais importante na vida de qualquer pessoa, todos merecemos recebê-lo e todos devemos dá-lo de coração aberto e ultrapassando todas as barreiras que possam existir.
Porque todos somos iguais, devemos lutar pelos nossos ideais e tentar evitar estas situações, ou quando isso não é possível, tentar torná-las mais suportáveis e fazer com que, acima de todos os problemas dessas pessoas, haja um coração cheio de felicidade e um grande círculo de amigos a rodeá-las e a ajudá-las.
Tal como mostrado na emocionante actuação dos utentes da CERCIG, AMOR, PAZ, IGUALDADE, LIBERDADE, TOLERÃNCIA E UNIÃO, são bens necessários à nossa vida enquanto pessoas, não no sentido físico, mas sentimental e psicológico de cada um de nós.

Ana Catarina Branquinho,10ºA

sexta-feira, 7 de março de 2008

Santiago de Compostela 2008



Nos dias 28 e 29 de Fevereiro de 2008, um grupo de 76 alunos de Educação Moral e Religiosa Católica, da Escola Secundária de Seia, dando cumprimento ao plano de actividades para 2007/2008, deslocou-se a Santiago de Compostela - Espanha, com o objectivo de contactar com um dos principais centros religiosos e artísticos da Europa.
A primeira paragem foi para fazer o cruzeiro das seis pontes que fazem o elo de ligação entre o Porto e Vila Nova de Gaia. Saímos do cais do Porto e começamos a observar a Ribeira, a Ponte D. Luís, o Mosteiro da Serra do Pilar, a Ponte do Infante, a Ponte Dª Maria Pia, a Ponte de S: João e a Ponte do Freixo. Chegando à ponte de S. João voltamos novamente para trás podendo admirar assim a deslumbrante cidade do Porto, Património Mundial. Depois de termos passado a Ponte D. Luís, navegamos mais um pouco em direcção ao mar para ver a ponte da Arrábida. Daqui não podemos deixar de nos maravilhar com a linda terra dos pescadores, a Afurada. Podemos desde logo lançar um olhar sereno sobre a barra e deparamo-nos com uma incalculável beleza do rio e mar que se misturam e entrelaçam como algo que faz parte de uma só vida. Todos sentiam que estavam a percorrer um caminho inesquecível e a admirarem uma paisagem deslumbrante, calma e incomparável que deixa saudades e vontade de voltar um dia.
Retemperados com o almoço partilhado no Parque Municipal do Porto, partimos para Viana do Castelo, rumo ao santuário de Santa Luzia, que levou quarenta anos a construir, onde o convívio, o contacto com este espaço sagrado, a troca de farnel e a foto da praxe foram o prato forte.
Do Zimbório desfrutámos o amplo horizonte e repousando o olhar pelo oceano, relembramos, de Fernando Pessoa “ O Mar português” e deixamos ecoar a mensagem de um jornalista do “National Geographic Magazine”: “Santa Luzia tem um dos mais belos panoramas do mundo”.
O templo – monumento do Sagrado Coração de Jesus, é testemunho eloquente da crença do humano, conjugando manifestações artísticas que vão desde a arquitectura à escultura, passando pela pintura e ourivesaria, até aos vitrais.
Em Santiago, o ponto central da nossa visita foi a Catedral, a mais importante obra do romântico espanhol, com planta de cruz latina e três naves. A sua construção foi iniciada no século XI, sendo concluída em 1211. A fachada é do século XVIII e é do estilo barroco. Junto ao pórtico da glória ecoou em nós a frase de um pensador espanhol quando visitou este espaço: “ Aqui está a Bíblia esculpida na pedra e a pedra fala por si.”. Junto à estátua do arquitecto realizámos o gesto mais significativo para os estudantes compostelanos: bater com a cabeça nesta estátua pedindo: memória, inteligência e vontade…virtudes inquestionáveis para todos os estudantes.
Para lá da Catedral e do contacto na fé com o apóstolo Tiago a quem entregámos os nossos pedidos e desejos profundos, o grupo pôde ainda contactar com as pessoas, ruas, praças e tradições desta agradável cidade bem como inúmeros outros monumentos e universidades aí existentes que a tornaram património mundial. Este ano voltou a ser possível visitar a enriquecida exposição “Galicia Digital”, na qual gratuitamente pudemos viver à volta da simulação e realidade virtual, apoiados por sistemas de projecção, iluminação, efeitos e sons, tudo em três dimensões.
É uma espectacular imersão sensorial, num novo espaço expositivo com uma cuidada ambientação, no qual se alerta para o progresso das novas tecnologias, que permitem a superação do espaço, do tempo e possibilitam a interactividade.
No final o balanço feito é francamente positivo, já que os objectivos de:
a) Criar laços entre os membros do grupo.
b) Visualizar localmente as expressões artísticas, foram amplamente atingidos.

Por tudo isto podemos concluir que esta visita de estudo nos enriqueceu e nos deixou ainda mais sensíveis aos valores humanos, tecnológicos, artísticos e cristãos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Visita de estudo Cercig, Aldeias SOS e Casa Bento Menni



No dia 10 de Janeiro de 2008, um grupo de 120 alunos participou na visita de estudo a três instituições de solidariedade social do nosso distrito com grande empenho e entusiasmo.
A Campanha de Solidariedade – 2008, no valor de 2400.00€, vindos dos alunos e da comunidade escolar, reverteu na totalidade para as Aldeias SOS (crianças abandonadas e/ ou maltratadas), para a Casa de Saúde Bento Menni (idosos dependentes e deficientes) e a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados (CERCIG) – Guarda, Referir a título informativo que o objectivo das Aldeias SOS é preparar os jovens para a autonomia, apoiá-los na sua saída da Aldeia de crianças e sua reinserção social. Recai nesta instituição a grande responsabilidade de fazer render a 100% as capacidades destas crianças, de modo a conseguirem que as crianças que acolhem, tão traumatizadas pelo seu passado doloroso, se transformem em adultos plenamente conscientes da sua dignidade de seres humanos com direito ao respeito e consideração de uma sociedade que na sua infância os havia rotulado de “meninos da rua”.
Estas Aldeias foram criadas em 1949 pelo Dr. Hermann Gmeiner para dar uma resposta à situação angustiante das crianças privadas do ambiente familiar, órfãs e/ou abandonadas, que vivem pelas ruas, sem abrigo, maltratadas, sem ninguém que se preocupe com elas.
Naquela época, a situação que desencadeou no seu coração aquele sonho tão belo, foram as crianças órfãs da guerra do seu país, a Áustria. É um sonho que nasce na alma de um jovem católico, capaz de o tornar realidade com o seu esforço, trabalho e sacrifício.
Hoje as Aldeias S.O.S, existem em mais de 120 países e em Portugal nasceram a 25/03/64 em três centros: Bicesse-Estoril; Gulpilhares-Gaia e Guarda.
Por tudo isto, sentimos que a passagem do Dr. Gmeiner pela terra não foi em vão, deixou marcas de beleza, bondade e amor. Ele entendeu e fez entender que o amor é mais importante que a perfeição e o amor significa fazer o bem. A sua mensagem de que cada “criança é um filho de todos nós” significa que cada criança que aparece no nosso caminho tem direito ao nosso respeito e a receber a nossa ajuda.
A Casa de Saúde Bento Menni acolhe os mais desfavorecidos e doentes mentais em várias partes do mundo. Na Guarda, esta unidade de saúde mental, foi fundada em 1994, tem como finalidade a prevenção, tratamento e reabilitação de pessoas com problemas em saúde mental e psiquiatria. Dispõe de sete unidades de internamento e duas estruturas de reabilitação, com uma lotação de 165 camas.
A CSBM olha para o futuro com esperança, querendo continuar a ser uma presença de qualidade e humanidade, cuidando e sanando. Ela surge como uma vocação de serviço às situações de abandono e exclusão social que sofriam as pessoas com doença mental.
No contacto que os alunos tiveram com as pessoas das diversas valências sentiram rápido o pensamento do seu fundador:
“Na assistência ao doente a caridade e a ciência completam-se mutuamente.”
A Cercig, fundada em 21 de Julho de 1977, Com sede no Parque da Saúde da Guarda, é uma Cooperativa de carácter assistencial, sem fins lucrativos e Instituição de Utilidade Pública desde 1983.
Promove pelos mais diversos meios a educação, formação e reabilitação de cidadãos com dificuldades especiais, de forma a proporcionar a sua inclusão na sociedade
Promove a prevenção da deficiência, diminui e/ou minimiza as suas consequências, apoiando a respectiva família.
Intervém na detecção precoce das perturbações da personalidade ou do desenvolvimento das crianças
Incentiva o desenvolvimento das capacidades de crianças, jovens e adultos com deficiência e/ou problemas ao nível da inserção social.
Desenvolve actividades de apoio a pessoas com graves problemas ao nível da autonomia, visando o seu bem - estar e salvaguardando padrões de qualidade de vida;
Pugna pela erradicação de preconceitos e atitudes de incompreensão ou geradoras de situações de marginalização ou exclusão social que porventura se coloquem relativamente à pessoa com deficiência.Desenvolve acções de informação e sensibilização junto da opinião pública para a problemática associada à defesa dos direitos da pessoa com deficiência e família. Cidadãos da região da Guarda, portadores de algum tipo de deficiência ou necessidades educativas especiais.
Em termos de valências, sublinho o Centro de Actividades Ocupacionais, Centro de Reabilitação Profissional, Actividades Tempos Livres Quinta Agrícola e Pedagógica.
Terminou este dia de contacto e solidariedade com muito entusiasmo e com grande vontade dentro de cada um em fazer tudo o que estiver ao seu alcance para deixar o mundo um pouco melhor.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Coisas do "outro Mundo"




Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. As suas notas e o seu comportamento eram uma decepção para os seus pais que sonhavam vê-lo formado e bem sucedido. Um belo dia, o bom pai propôs-lhe um acordo: Meu filho, se mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir entrar para a Faculdade de Medicina, dar-lhe-ei um carro de presente. Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso era mau! O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! Entrou para o curso de Medicina.
Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha a certeza que o pai lhe daria o automóvel, na festa. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e entregou-lhe um presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa, o presente era uma BÍBLIA. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse. A partir daquele dia, o silêncio e a distância separavam pai e filho. O jovem sentia-se traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar para próximo da Faculdade. Raramente mandava notícias à família. O tempo passou, ele formou-se, conseguiu um emprego num bom hospital e esqueceu-se completamente do pai.
Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu. No enterro a mãe entregou ao filho, indiferente, a BÍBLIA que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: "Meu querido filho, sei o quanto desejas ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que escolhas aquele que mais te agradar. No entanto, fiz questão de te dar um presente ainda melhor: a BÍBLIA SAGRADA. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência". Corroído de remorsos, o filho caiu em profundo pranto. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar.
(Autor desconhecido)